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blogue do siman

escritor • crítico • diretor de teatro • editor

elegia fresca

Julho 31, 2015

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tudo refresca
menos meus dias cansados!
minha mente carrega meus fardos
e minh'alma tristeza pesca

 

tudo refresca
até mesmo os tempos nublados
da hora que decepou os estados
de glória impura que empresta!

 

tudo refresca!
meus dias, meus sonhos, meus calos
sendo benfazejos do estado

 

escuta e estranha o chorado:
mesmo dentre tantos escaldos
saiba tu, que tudo refresca!

 

com Fernanada Peron

ione

Julho 28, 2015

a alexandre pedro, o cara

 

          entre em mim

faça de meu ser profundo

tua morada incessante

          tremule freneticamente em meu ser

     mergulhe em poços de esperança feliz

     e sorrisos másculos, viris

mais que ponte e rio no mundo

mais que flecha e arco em instante:

     fim

          desilusão real, não a vou fazer

 

poços de esperança feliz

preenchidos por sabores mil

agridoce de pura mucosa

estranheza que a muitos se goza

     casa de amor varonil

fenda, mais que fenda, pura rocha

dos desejos que quis

do querer-se que desgosta

do querer-se mais que um tris

 

                                                                                paradeiro, término lindo

                                                                                coração brejeiro e findo

                                                                                desgraça de gozo militar

                                                                                de doçura e afago lunar

                                                                                de desejo de moça casada

                                                                                à encrustas de putas coloridas

                                                                                moças da vida

                                                                                     moças sem vida

 

e caso, meu amor, algum dia queiras morrer

mergulhe em meu poço de esperança

prenda tua respiração

não subas à superfície

e morra com dignidade e tolice:

afoga-te em meu coração

através da minha mucosa

muito mais que estranha ventosa:

rosa roxa, pedra-chão

afoga-te em prazer e morra

caso temeres, corra

e não volte nunca não

Durmo tarde todos os dias

Julho 28, 2015

A Isac dos Anjos, o Gentil
Que são as pequenas coisas que ocupam grande espaço em nossa vida senão fragmentos?
 
   Durmo tarde todos os dias.
   — De que são feitas as madrugadas insones em que você se instala e conforta? — Todos me perguntam.
  — Mas não precisam ser feitas, nem preenchidas; a (des)graça da insônia é não ter nada pra fazer, senão ser. — Respondo a todos.
    — No dia você não é?
  — No dia eu sou o que querem que eu seja. Você sabe bem como funciona a sociedade em que vivemos... — Respondo a todos.
   — E por que finge ser alguém que não é? — Todos me perguntam.
   — Não finjo, ajo. — Respondo a todos.
   — E por que age assim? — Todos me perguntam.
   — !!! — Respondo a todos.
  Parece até que a minha exclamação sem fala, sem pensamento, sem nada — vazia, apenas — se torna uma interrogação inquietante nas cabeças pequenas dos grandes interlocutores.
   — ??? — Todos pensam.
   Mal sabem eles que a minha exclamação não é irônica... é tão vazia quanto minhas madrugadas insones!

Finda utopia

Julho 27, 2015

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E se amor morre com o tempo
Amor não é o que sinto
Neste momento.

— Hilda Hilst, "Trovas de muito amor para um amado senhor", XIX

 

Vida e loucura de finda utopia
Ressurge e circunda visível euforia
Que da Morte refaz o veneno
De grande porte, mas pequeno

 

A gota que pinga no céu escuro (mas tão diurno)
É mais que veneno prestes a deletar o barulho
Do sabor mais belo e pleno
É mais que momento e sentido: canaã escondido e faleno

 

Surdez que deleta a alma
E em potes de gritos em calma
E cortejos de submissão

 

Faz-se mais que rocha em vão
Ressurge e circunda visível euforia
Vida e loucura de finda utopia

amor pretérito, perfeito

Julho 26, 2015

juxtapoz-richard-tuschman1.jpg

 

o dia passa,

a noite passa,

a festa passa,

a alegria e a tristeza

passam.

só amor não passa,

este fica,

reina e, ao invés de passar,

descansa.

mas sempre recupera as energias

e faz-se, outra vez,

mais que presente:

amor pretérito, perfeito

(só o amor passado

é perfeito,

enquanto isso,

ama-se humanamente).

Crônica do dia do escritor: o único lado

Julho 25, 2015

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Quando não escrevo, morro.

Quando escrevo, também.

— Gabriel García Márquez

 

   Hoje reencontrei um antigo amigo meu. Cumprimentamo-nos, jogamos conversa fora e ele me disse que andou lendo uns livros meus e que duvidava que eu era capaz de fazer aquilo tudo. Romances, tragédias, policiais, mistérios, suspenses... “afinal, de onde vem tanta genialidade?”, indagou meu amigo. Sem saber o que responder, fiquei petrificado por algum tempo. Me veio, então, a vontade de retratar àquele homem o lado sofrido de ser escritor — afinal, é o único lado.

   “Ser escritor não é nada do que dizem os psicólogos”, disse eu, “não é uma válvula de escape, não refresca a alma coisa alguma — a não ser que se tenha um freezer imaginário. É árdua a dor do sofrimento dos personagens, viver e sentir como eles, sê-los. É ruim morrer de amores todos os dias e ressuscitar por precisar escrever mais. É ruim beber café doce e senti-lo amargo, descendo a garganta, comer doce-de-leite e aguçar o lado picante da língua. Nada entra — a não ser tristeza, nada sai — se não for escrito.”

   Depois desse papo doido, assustado, meu amigo respondeu: “escritores são felizes, pois ficam ricos sem fazer nada”. Respondi à alto nível: “para escrever, um escritor dá sua alma, sua vida. É uma troca, aparentemente, feita com o Demônio: ou entrega sua alma ou seu coração: de qualquer modo, no fim das contas, se entregar sua alma, seu coração vai junto; se entregar seu coração, sua alma também irá. Ser escritor é sinal de entrega: ‘te dou minha alma se me deres dor, tristeza, solidão’”.

   Ele me olhou assustado, pensando que eu estava precisando me internar urgentemente em um manicômio, afastou-se de mim dizendo: “ser escritor é coisa de gênio. Ser gênio é coisa de escritor”.

   Até hoje não entendi direito o que ele quis dizer. Não sei se foi irônico, mas, de qualquer modo, o que vale é a intenção. Voltei para casa para escrever mais um bocado. Me afoguei em canecas de café, entre um e outro parágrafo ou verso. Cada um interpreta o “ser escritor” que quiser, mas só sabe de verdade que/quem é um escritor, quem “vive escritor”.

 

25 de julho, dia do escritor.

 

Publicado na revista Genia! em 25 de julho de 2014

O fanque é do povo; a MPB, dos filhos dos veteranos

Julho 24, 2015

 
   O que tem me assolado por estes dias é o fato de a MPB contemporânea girar em torno dos filhos, netos ou sobrinhos dos veteranos. Em contraposição a esse fato, o fanque, o rep, o hip-hop e outros estilos musicais mais próximos da sociedade atual, provenientes da rua e das favelas, vêm abrindo novas portas para a renovação da música. O mais admirável nas “vozes das ruas” é que estão conquistando seu espaço sem depender de ninguém, diferentemente dos filhos dos grandes veteranos da música popular brasileira cujo nome, somente, basta.
   Compreendo que foi difícil para os membros da MPB conquistar seu espaço no cenário musical brasileiro, mas compreendo, também, que as novas gerações da música nacional estão tendo seu trabalho reconhecido. Independentemente de gostar ou não dessas novas vozes que agora surgem — e das letras de suas músicas — devemos assumir que é mais que merecido, a qualquer (repito: qualquer) artista que tenha batalhado para fazer aquilo que ama, os aplausos do público.
   O ponto abordado aqui não é o princípio do fanque, rep ou hip-hop, mas sim o papel desempenhado pelos seus representantes. Caetano Veloso disse: “A bossa nova é foda! João Gilberto é foda, Tom Jobim é foda, eu sou foda”, agora, parodiando o grande ídolo de todas as gerações existidas, existentes e futuras, afirmo: “As vozes das ruas são fodas! Fanque é foda, rep é foda, hip-hop é foda.” A realidade de um povo, independente se maquiada ou inventada, será sempre a figura do naturalismo. Naturalismo esse, visceralmente sincero. Portanto, “a arte imita a vida”. Os movimentos artísticos de rua merecem, sem dúvida alguma, seu lugar no papel da cultura brasileira.
   A arte das ruas é a mais sincera representação da realidade de um povo, mas, nem sempre, é vista por este como espelho, e sim como matéria degradante da sociedade. Se o fanque retrata atos obscenos, espalhafatosos, indecorosos, é porque isso existe em nosso meio, seja cultural ou não; o povo não vive da cultura, mas a cultura vive do povo, e é necessário, para o bom andamento da vida social, o reconhecimento de que até mesmo os pontos negativos da arte não degradam a sociedade; na verdade, é a sociedade que influi na arte. Isto é, digamos, uma resposta quase imediata, se não repentina.
   A todos cabe, não somente respeitar, mas, reconhecer qualquer forma de expressão artística como parte da cultura de seu povo. As ruas são e sempre serão aplaudidas por alguns e, infelizmente, apedrejadas por outros, mesmo que esses outros pensem ou pratiquem o que tanto criticam. O mundo gira, os tempos mudam e a cultura, por bem ou por mal, se renova; este é o ciclo de uma sociedade. Enquanto alguns lutam por um espaço, outros espreguiçam-se no que é apenas utopia para os que ainda não têm, sequer, um terço deste. É a lei da sobrevivência na selva da cultura nacional.
   O que mais importa é que, ouvindo Bossa Nova ou fanque carioca, o povo brasileiro continua lindo, o povo brasileiro continua belo!
 
NOTA: Não seria necessário dizer, mas, por menos que pareça ou que eu faça parecer, “toda regra tem exceção”.
 
Vinícius Siman
Ipatinga, 16 de junho de 2015

A morte de Simon-Poeta

Julho 21, 2015

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Simon-Poeta * 20 de outubro de 2013

                 † 04 de maio de 2015

 

   Eu estava conversando com meu grande amigo Rubem Leite, até que chegamos no assunto “pseudônimos”. Recém-conhecido, ele me perguntou se eu usava um, e eu confirmei: Simon-Poeta. Contei-lhe que não gostava muito desse pseudônimo, mas o mantinha por um grande apreço que guardo pelo saudoso amigo Roberto Ferreira, que me o sugeriu antes de falecer. Ele me contou sobre seu pseudônimo (que na verdade não é um pseudônimo — é o próprio nome) e disse que seria melhor eu usar meu nome.

   — Qual é seu sobrenome? — Perguntou-me Rubem.

   — Siman. — Respondi.

   — Siman é bonito. Que tal Vinícius Siman? — sugeriu

   — Ótimo! Vinícius Siman!

   — Sim, sim. Ficou bom.

   — Tudo bem, vou pensar no seu caso. — Brinquei.

   Então cheguei em casa, fiquei pensando, pensando, pensando, e cheguei à conclusão de que Rubem tinha mesmo razão. Vinícius é mais “anatômico”, digamos assim.

   Vinícius Siman, então, é meu novo pseudônimo desde esta segunda-feira (04 de maio de 2015). Simon-Poeta está morto. Morto e enterrado. Todo mundo sabe falar Vinícius Siman, não é mesmo?

   Simon-Poeta ou Vinícius Siman, eu continuarei sendo o mesmo escritor. De mim, só mudou o nome, mais nada: continuo feio, chato e bobo.

 

Vinícius Siman

Ipatinga, 04 de maio de 2015

Eu, atualmente ateu, futuramente morto pelos cristãos

Julho 21, 2015

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   Estava pensando nos ataques que sofri ultimamente, por ser ateu. O pior deles foi da que eu pensava ser minha melhor amiga; por esta fui chamado de ridículo, incoerente e de opiniões podres. Zombou do meu livro Poema em linha torta e disse: Se você não acredita em Deus, porque fala diretamente com ele, no livro? Isso, pra quem tem um pingo de senso crítico, não será uma pergunta das mais sábias para se fazer. Além de tudo isso, ela ainda disse que eu a humilhei, ofendi e magoei. — Quem humilhou quem, mesmo? — Enfim, estava pensando em todos esses ataques contra a minha opinião formada e me lembrei do grande José Saramago, ateu e marxista, feito eu, que foi brutalmente ofendido pelos cristãos ao escrever seu livro O Evangelho segundo Jesus Cristo — uma de suas mais belas obras, sem dúvida alguma —. Quem já leu o livro sabe que este é formado de uma ironia cômica, mas esses cristãos anseiam em pensar mais um bocado além do que seus superiores espirituais dizem (nesta parte poderia ser mais sutil e usar aspas, mas preferi não usá-las para mexer mais com a cuca dos cristãos).

   Eu nunca respondo perguntas relacionadas ao que escrevo, nunca revelo o verdadeiro sentido das coisas, gosto de ver as pessoas pensando, mas pena que nem todos sabem pensar e se precipitam em responder analisando apenas o lado literal — como se eu fosse tão literal assim! —, mas essa pergunta feita por ela eu responderei a todos que se (ou me) perguntam a mesma coisa: Se você não acredita em Deus, porque durante todo o livro, fala diretamente com ele: “meu deus meu deus”? Não respondo diretamente, mas os faço pensar — se é que o sabem fazem sem um padre ou um pastor por perto —: leia mais, informe-se mais, procure saber o que é arte e faça uma pequena reflexão: se você bate a canela na mesa-de-centro e diz “eta, Capeta!”, você vai estar falando diretamente com o “Capeta” ou com a inútil mesa-de-centro? Essa mesa tomará forma de um demônio se você a chamar de Demônio?

   Longe de mim me fazer de vítima ou me comparar à grandeza do mestre Saramago, mas são situações muito parecidas que merecem lá uma dose de paciência dos autores (eu, Saramago ou qualquer outro que venha sofrer isso). Como diria o grande amigo Volker Haupt, existem ateus que praticam mais os bons ensinamentos cristãos do que muitos cristãos — ou a mágoa que a cristã sente por mim, ao ver dela, é algo bom para os olhos do Deus que ela acredita? —. Saramago, mesmo, disse, em entrevista ao jornal lisbonense Expresso: “Sou um ateu com uma atitude religiosa e vivo muito em paz”, e me identifico, não à toa, muito com essa frase. Sou contra a intolerância religiosa, defendo todas as religiões e o direito que cada um tem de segui-las e o dever de respeitar quem não as quer seguir, e pronto. Em resposta às críticas, cito, novamente, José Saramago: “Eu sou ateu, mas sempre me senti atraído pelo fenômeno religioso. A religião me interessa como instituição de poder que se exerce sobre as almas e os corpos”.

 

   PS. — Se você é um cristão intolerante que me ameaçou ou vai ameaçar de morte se ler o livro, é simples: se não gosta do que te faz questionar sua fé, não leia o que te faz questioná-la.

   PS.² — Eu nem publiquei o livro ainda e já fui ameaçado até de morte, imagine quando publicá-lo, então!

 

Vinícius Siman

Ipatinga, 09 de maio de 2015

O que está havendo na "Casa do Povo ipatinguense"?

Julho 21, 2015

 

   Nessas últimas semanas, na Câmara dos Vereadores de Ipatinga, a forma com que são apresentados e votados os projetos — principalmente o PL 66/2015, do Plano Municipal de Educação, que visa tratar questões de gênero (e, por isso, causa tamanha polêmica) — é preocupante. Além de falso e baixo moralismo e discurso de “defesa à família cristã”, os vereadores aproveitam o palco para fazer campanha política fora de época. O lado mais populoso é o que querem agradar, e não o lado da população ao todo — o que caberia em suas funções de representantes do povo, e não da maioria —. Mal sabem eles que os que estão em maior quantidade não sabem quem eles são e de que lado estão, aplaudindo freneticamente qualquer um que toque na palavra “família”. (As aspas são por minha conta, por pura vaidade e ironia.)

   O que está em jogo agora não é somente a reeleição dos vereadores que ali estão; o que corre mais risco é a educação livre para educar crianças e adolescentes, prepara-los para o mundo real, que é totalmente diferente das asas da(s) mãe(s)/pai(s). Não digo que a escola é a principal instituição de ensino, mas que é um complemento essencial para a obtenção deste, já que, se os pais pudessem, cuidariam eternamente de seus filhos. — Por aí se vê que nem eu, nem qualquer indivíduo dos grupos defensores do PL 66/2015 está querendo destruir a “família”. (Com aspas, é claro.)

 

Das dúvidas que não calam

   Será que esses que insistem em “defender a família de bem, cristã” sabem que adultério é contra esse conceito de família? Será que eles sabem que a separação é contra essa família? E, o mais importante de tudo, eles sabem o que é ideologia para falarem tanto em “ideologia de gênero”?

   Se a população sabe? Não sei. Se os vereadores sabem? Isto é claro: não.

 

Dos absurdos das sessão

   “(...)o projeto 666. Ou melhor, 66/2015” — diz o ilustrado vereador.

   Logo depois, outro vereador ilustre, ou melhor dizendo, ilustrado, também, rasga a propaganda entregue pelo Governo Municipal, feita com o dinheiro público. Os tolos aplaudem. O mesmo vereador diz mentiras e baboseiras. Os tolos aplaudem. Este vereador diz que os vereadores estão sem receber uma parcela monetária que lhes é de direito. Desta vez, os tolos não aplaudem porque não são mais tolos, são hipócritas. Os hipócritas (antes tolos) aplaudem. 

   Estes são apenas alguns dos absurdos cometidos por parlamentares na seção. Listo os outros num livro à parte.

 

   Vale ressaltar aos senhores vereadores que “nós, mulheres e LGBTs, também votamos. E temos uma ótima memória”.

 

NOTA: pela milionésima vez, “toda regra tem exceção”.

 

Vinícius Siman

Ipatinga, 21 de julho de 2015

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